Coração de mulher

Respeitar as diferenças e não subestimar os sinais são premissas para tratar o infarto em mulheres
Após quatro infartos, Maria do Carmo faz dieta, caminhadas e aulas de zumba, além de tratar o colesterol ( Foto: Nah Jereissati )
Dor na mandíbula ou no pescoço, fadiga, vômitos e náuseas são sintomas que podem anunciar um possível infarto em mulheres. Ao contrário dos homens, que sentem uma forte dor no peito como sinal clássico, elas têm indícios difusos e que dificultam o diagnóstico, aumentando consideravelmente os riscos de óbito. Nelas, a dor no peito não necessariamente é indicativo de infarto.
Antes da menopausa, há uma proteção hormonal estrogênica que guarda o coração. Passado esse período, devido às modificações provocadas no organismo, as mulheres ficam mais vulneráveis.
"Ganham peso, têm um maior acúmulo de gordura na região abdominal, que determina alterações metabólicas importantes. Passa a existir uma tendência a ter alterações na glicemia - com desenvolvimento até de diabetes, condição que tem uma relação direta com a obesidade", alerta a Dra. Elizabeth Alexandre, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Demora no diagnóstico
A forma diferenciada de expressar as indicações do infarto acaba se tornando nocivo às mulheres, já que uma má interpretação dos sintomas tende a resultar em um tratamento incorreto e, consequentemente, evoluir para o óbito.
Por conta disso, hoje, as mulheres morrem mais por doença coronariana do que por câncer de mama. Com o infarto, as consequências podem ser fatais, assim como uma maior taxa de reincidência da doença. Entre os fatores de risco clássicos, destaque para hipertensão, colesterol (LDL), diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e, principalmente, o histórico familiar.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam a necessidade de priorizar a questão da saúde cardíaca feminina. Afinal, mais de 23 mil mulheres morrem por dia no mundo vítimas de doenças cardiovasculares, cerca de 8,5 milhões ao ano.
Pra contar a história
A carga genética e o colesterol alto foram determinantes para a pensionista Maria do Carmo Freitas, 55, ter tido quatro infartos. Do primeiro para o segundo, passaram-se quatro meses; do segundo para o terceiro o intervalo foi de um mês e, finalmente, do terceiro para o quarto, quatro anos.
No primeiro infarto, em 2008, Maria foi atendida cinco vezes no Frotinha de Parangaba (Hospital Maria José Barroso de Oliveira) e diziam que eu tinha ansiedade. Na segunda vez, afirmaram que era gastrite. Na terceira, fui ao Instituto Dr. José Frota, a pressão deu muito alta e não baixava com medicamento. Foi lá que o quarto infarto veio pra valer em outubro de 2014
Fonte Diário do nordeste
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