Vaidosa, anã do halterofilismo supera próprio preconceito: "Hoje eu me amo"

Esporte ajuda Maria Rizonaide a se aceitar: "Tenho orgulho de ser anã"

Maria Rizonaide Silva halterofilismo (Foto: Francisco Pinheiro/Prefeitura de São Paulo)Antes do halterofilismo, Rizonaide não se aceitava como anã (Foto: Francisco Pinheiro/Prefeit. de SP)
Maria Rizonaide da Silva capricha na maquiagem. Vaidosa, ela quer que todos a vejam na Arena de Mississauga, neste sábado, nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Uma autoestima conquistada com o esforço de erguer a barra do halterofilismo, mas nem sempre foi assim. Com 1,29m de altura, a potiguar de 33 anos se incomodava com olhares de estranhos nas ruas de Natal, se abatia com o preconceito por ter acondroplasia, popularmente conhecido como nanismo. Ela própria não se aceitava.
- Antigamente eu tinha preconceito comigo mesmo. Eu não queria sair de casa, ficava deprimida porque olhavam muito para mim. Quando comecei no halterofilismo, eu vi muita gente deficiente, como eu sou deficiente também, tenho nanismo, e comecei a me aceitar. Minha vida mudou 100%. Primeiro na alimentação. Antes eu era gordinha. Hoje eu me amo. Minhas roupas entram tudo (risos). Tenho orgulho de ser anã. O esporte é tudo para mim - contou Rizonaide.
Mais conhecida como Tainá, nome indicado por uma tia e rejeitado pela mãe na hora de batizá-la, a potiguar resistiu por seis anos para se aventurar no halterofilismo, achava que esporte não era coisa para anão e temia o peso da barra.
- Conheci o halterofilismo por uma colega minha. Ela me convidou em 2006, mas entrei só no esporte em 2011. Eu dizia: “Não tenho tempo de fazer esporte”. Mas eu não sabia nem o que era. Um dia eu resolvi procurar saber como era esse esporte. A primeira vez que eu vi, eu falei: “Eu vou morrer com essa barra no pescoço”. Depois eu comecei a ir, e hoje eu amo o esporte. Se Deus quiser, vou levar uma medalha para o Brasil.
Maria Rizonaide Silva halterofilismo (Foto: Washington Alves/Mpix/CPB)Barra deu medo em Maria Rizonaide a princípio: "Vou morrer com isso no pescoço" (Foto: Washington Alves/Mpix/CPB)
Subindo ao pódio ou não, Rizonaide promete estar bem maquiada. A beleza para ela é questão de trabalho também. Autônoma, ela se divide entre treinos e a venda de cosméticos.
- Eu adoro me maquiar. Vivo maquiada. Até nos treinos (risos). Como sou representante de cosméticos, tenho de estar arrumada para mostrar aos meus clientes. Como eu vendo, tenho que me arrumar. Eu trabalho e ainda tenho tempo de ser atleta. É tudo agendado, hora de treino e de trabalho. Se não agendar, não tem como se organizar.
O próximo compromisso na agenda da anã é a participação no Parapan de Toronto. Competindo na categoria até 50kg, ela abrirá a participação brasileira no halterofilismo do Parapan de Toronto neste sábado e terá a companhia de mais dois anões no dia: Gustavo Tavares (na categoria até 49kg) e Luciano Dantas (até 54kg).
- Já mostramos que o anão é muito forte. Se Deus quiser, vou levar uma medalha para o Brasil
Fonte:G1.com
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