PREVISÃO PARA 2015 É DE UM ANO DE POUCA CHUVA, AFIRMA SECRETÁRIO

Ministro fala em reforçar ações assistencialistas à população flagelada.
Ceará sofre maior seca dos últimos dos últimos 60 anos, afirma ministro.
Com estiagem há três anos e meio no Ceará, a previsão para 2015 é de mais um ano de estiagem, segundo o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Nelson Martins. O secretário se reuniu nesta segunda-feira (24) com o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, que afirmou que a seca no Estado é pior dos últimos 60 anos.

Para amenizar os efeitos da seca no Estado, o ministro prometeu reforçar ações assistencialistas e apoio à produção nas áreas mais castigadas pela falta de chuva. "Temos [no Ceará] a maior Operação Carro-Pipa do Nordeste, são 6.500 carros-pipa, e estamos apoiando as ações dos Estados, na parte socioeconômica, com o Garantia Safra, o Bolsa Estiagem e o próprio Bolsa Família, que garante a renda mínima da população mesmo nesse período de seca", disse o ministro.
O prognóstico oficial de chuva do Ceará deve ser anunciado em janeiro de 2015, mas um estudo prévio aponta para precipitação abaixo da média histórica.
Situação de emergência
Dos 184 municípios cearenses, 176 seguem em situação de emergência por causa da seca, de acordo com decreto do Governo do Estado do Ceará de 5 de novembro e publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (6). A situação de emergência foi decretada devido à irregularidade na quantidade e na distribuição temporal e espacial de chuvas, que provocou insuficiência na recarga dos mananciais, comprometendo o armazenamento de água e causando problemas no abastecimento de água para o consumo humano e animal.
O decreto, assinado pelo Governador do Ceará, Cid Gomes, é válido por 180 dias. Apenas a capital e os municípios de Maracanaú, Eusébio, Horizonte e Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, além de Juazeiro do Norte e Barbalha, na Região do Cariri, e Guaramiranga, no Maciço de Baturité, estão fora do decreto.
Com a situação reconhecida, ações de socorro às famílias atingidas são agilizadas. Além disso, as cidades passam a contar com linhas emergenciais de crédito para amenizar as perdas econômicas nas áreas atingidas pelo período de seca, com a renegociação de dívidas agrícolas e expansão dos programas como o Garantia-Safra, Operação Carro-Pipa e Bolsa-Estiagem. Este último, um benefício de R$ 80 mensais pagos a agricultores familiares durante o período de vigência da emergência.

Fonte: G1 CE
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