Cai distância entre Dilma e Marina no 1º turno

A candidata à reeleição passou de 39% para 36% e Marina oscilou de 31% para 30%. O tucano Aécio conseguiu subir 
São Paulo. Pesquisa Ibope contratada pelo Estadão e pela Rede Globo traz queda na intenção de voto na presidente Dilma Rousseff (PT) e uma diminuição da distância entre a candidata do PSB, Marina Silva, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, no primeiro turno. Os dados mostram que Dilma caiu de 39% para 36%, enquanto Marina oscilou de 31% para 30% e Aécio subiu de 15% para 19%.
O pastor Everaldo Pereira (PSC) manteve 1% das intenções de voto na comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 5 e 8 de setembro. A soma dos outros candidatos também se manteve em 1%. Brancos e nulos oscilaram de 8% para 7% e indecisos, de 5% para 6%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma apareceu com 31% das intenções de voto, seguida de Marina, com 24%, e Aécio, com 15%. Outros nomes somam 1%. Votos brancos e nulos são 10%, e 18% não sabem ou não responderam.
No levantamento anterior, Dilma era preferida por 35%, Marina, por 23% e Aécio, por 12%. Brancos e nulos eram 11%, e 19% não souberam ou não responderam à questão.
A pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre 13 e 15 de setembro em 204 municípios de todo o País. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-00657/2014.
Para aliados e estrategistas do PSB, os ataques de rivais contra Marina e seu programa de governo surtiram um efeito limitado no eleitorado. Os apoiadores de Marina apostam na igualdade de tempo de TV no segundo turno para enfrentar a presidente Dilma Rousseff.
A candidata do PSB, que chegou a liderar com vantagem de até 10 pontos simulações de segundo turno, aparece em empate técnico com Dilma nas pesquisas divulgadas nos últimos dias. Além disso, nas pesquisas internas e dos institutos, Marina passou a apresentar leve oscilação para baixo nas intenções de voto para o primeiro turno, enquanto a presidente oscilou para cima.
Esse quadro, porém, não surpreende o coordenador-geral da campanha, Walter Feldman. Ele diz acreditar que o efeito dos ataques foi menor do que o calculado pelos adversários e que no segundo turno haverá condições mais iguais de disputa.
"Essa estratégia da Dilma pode ter chegado a um limite, porque a pesquisa mostra claramente que Marina não foi mais afetada pela campanha negativa, quem caiu foi a Dilma", avaliou Carlos Pereira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas.
Segundo ele, o crescimento do tucano também pode ser atribuído às denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras, que pode ter repercutido entre o eleitorado. "Marina mostrou resistência, Dilma mostrou fragilidade e Aécio mostrou sobrevida", disse.
Apoio do PSDB
Há outra aposta que embala a candidatura do PSB: a migração para Marina dos votos de antipetistas que estarão com Aécio no primeiro domingo de outubro.
"Seria um desrespeito com o Aécio buscar o apoio do PSDB agora. Nos deixaria com a imagem de hipócritas. Não está na hora", disse Feldman. Ao mesmo tempo, ele abre as portas para um futuro acordo eleitoral. "Depois (do primeiro turno), se o PSDB se dispuser, vamos conversar", disse.
Errata
Ao contrário do que o Diário do Nordeste divulgou ontem no infográfico da matéria sobre a pesquisa para presidente da República, a candidata Dilma Rousseff tem 41% das intenções de voto e Marina, 42%, segundo o Vox Populi. Na arte que foi divulgada na edição de ontem, os percentuais estavam trocados.
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