Operários da Transposição no Ceará retomam obras após 20 dias de greve

obras da transposição do sao francisco no CE em janeiro (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Obras da transposição do São Francisco no CE
em janeiro (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Cerca de 500 operários estavam em greve há quase 20 dias.
Transposição do São Francisco deve ser concluída no fim de 2015.

Depois de quase 20 dias em greve, cerca de 500 operários do lote seis das obras de Tranposição do Rio São Francisco voltou ao trabalho nesta segunda-feira (17). O trecho de 43 quilômetros onde as obras foram paralisadas fica no distrito de Umburanas, município de Mauriti, na divisa entre Ceará eRio Grande do Norte. As obras foram paralisadas, de acordo com o sindicato que representa os trabalhadores, por atraso no pagamento dos salários  salários e  condições ruins de trabalho.
Com investimento de R$ 8 bilhões, as obras de transposição do Rio São Francisco tiveram início em 2007 e sofrem a terceira greve. A expectativa do Ministério da Integração Nacional é que o canal esteja totalmente concluído no de 2015. Essa foi a terceira vez que as obras do lote seis foram paralisadas.
Transposição do Rio São Francisco
O eixo norte da Transposição, que vai trazer água ao Ceará, está com 54% concluído, enquanto o eixo leste, que vai irrigar Rio Grande do Norte, está em 56%, segundo o Ministério da Integração. Pelo cronograma original da obra, cidades do interior do Ceará já deveriam estar recebendo água do São Francisco. A previsão para concluir as obras da transposição do rio São Francisco está mantida para o final de 2015.
A transposição das águas do São Francisco desvia o curso de água do rio em Pernambuco para a Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. De acordo com o governo federal, 12 milhões de pessoas devem ser beneficiadas com o abastecimento de água com a conclusão da obra. A transposição começou em 2007, avaliada em R$ 7 bilhões. Atualmente trabalham 8.700 homens na obra. De acordo com o Ministério da Integração, houve diferenças entre os contratos e a "realidade da obra" que levaram ao corte de gastos.
G1
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