Varjota: Prefeitura continua pagando iluminação pública de quem é baixa renda

Glerton, idealizador do projeto e Pref. Rosa, realizadora
Já completaram 2 anos que todos os consumidores do município de Varjota, classificados pela Coelce como Baixa Renda, deixaram de pagar a famigerada CIP (Contribuição de Iluminação Pública). A iniciativa partiu da própria Prefeita Rosa Cândida (PMDB), em sua primeira gestão, em 2010, quando procurou o então Presidente da Câmara Municipal, vereador Zé Marcelo (PMDB), solicitando que ele confeccionasse um Projeto Indicação, para em seguida a Prefeitura elaborar um Projeto de Lei, visando que os vereadores aprovassem para que, ela, a Prefeita, sancionasse e passasse a ser Lei, que nenhum consumidor "baixa renda" varjotense pagasse mais a citada taxa.
E assim foi feito. O projeto começou a valer em 2011.
Ver. Célia, Pref. Rosa, Glerton, vereadores Auricélio, Carlinho, Zé Marcelo, Edmar e Marcos César (Flávio Ribeiro, Gonsalinho e Cristina não estão na foto, mas também votaram a favor)

Todos os vereadores votaram a favor do projeto e a gestora assinou, derrubando assim esse imposto para os mais carentes, que desde 2011 não pagam mais a citada taxa.

Só pagam a iluminação pública em Varjota, as pessoas que não são "baixa renda". 

Na época, na sessão em que foi feita a votação, vários vereadores elogiaram a atitude da prefeita varjotense, relembrando alguns desentendimentos do passado, entre a Câmara e a Prefeitura em gestões anteriores, devido à tentativas que alguns vereadores fizerem no passado nesse sentido, mas que nunca os gestores aceitaram.

Rosa Cândida, quando o projeto ainda estava tramitando, falou que era questão de honra trabalhar pela aprovação do projeto, pois não era justo o Governo Federal dar com uma mão (Bolsa Família) e a Prefeitura tirar com a outra.
Arquivo:Zé Marcelo em entrevista à nossa equipe
Coerência:

Rosa Cândida também recordou que acompanhou de perto essa luta de seu esposo, Glerton Paulino, quando vereador e presidente da câmara, que muito tentou convencer um ex-prefeito a fazer isso, mas que nunca conseguiu, pois a então gestão era contra.
Na época da aprovação, o projeto estava custando para a Prefeitura algo em torno de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) mensais.
Zé Marcelo, então presidente do poder legislativo, falou que era muito importante a iniciativa e ressaltou a coragem e a coerência da prefeita, pois segundo ele, são raríssimos os prefeitos que tomam este tipo de atitude, tanto por causa das dificuldades que as prefeituras passam, como porque a orientação aos gestores é que eles arrecadem e não diminuam receitas.
 
A Tesoureira da Prefeitura, Patriciana lembra que não foi fácil colocar este projeto em prática, devido as dificuldades financeiras que as prefeituras do país passavam e continuam enfrentando, principalmente em municípios considerados de pequeno porte, mas que com muita determinação e esforço o projeto é continuará sendo uma realidade.

Fonte: RobertoLiraNotícias
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