´Obras atrasadas em 23 aeroportos´

Brasília. As intervenções em 23 aeroportos, todas elas de responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estão atrasadas. A afirmação é do ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil (Sac), Moreira Franco, que participou ontem de seminário na Câmara dos Deputados para discutir os desafios da aviação civil no Brasil. O ministro garantiu que os problemas são de natureza técnica, e não de gestão.

Infraero diz que o cronograma no Pinto Martins está sendo cumprido e entregará pátio de estacionamento de aeronaves no dia 31 deste mês FOTO: JOSÉ MARIA MELO

Procurada pela reportagem para esclarecer a situação das obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, a Infraero garantiu que o cronograma está sendo cumprido e que a finalização segue prevista para março de 2014. Segundo a empresa, as obras já haviam alcançado 15% de conclusão em abril.

Ainda conforme a Infraero, a primeira entrega do Pinto Martins deverá ocorrer no dia 31 deste mês, com a conclusão do pátio remoto para estacionamento de aeronaves.

Mais críticas

Moreira Franco foi além e afirmou que durante décadas houve um vazio de engenheiros no Brasil e uma destruição das empresas de projetos devido a condições econômicas do País. "Hoje, esses projetos são feitos por empresas que não têm experiência para fazer bons projetos com rapidez. Por isso, eles não são aceitos e tem que ser refeitos", disse, acrescentando que o governo se mobilizou em planejamento e engenharia para recuperar anos de "degradação" da infraestrutura aeroportuária brasileira.

O ministro citou o exemplo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que em dois anos só conseguiu aplicar 5,23% do disponível para gastar porque projetos não foram aprovados.

Segundo ele, a preocupação é com o funcionamento do cotidiano da aviação no País e não apenas com os grandes eventos que o País receberá, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Para o ministro, os investimentos são necessários devido ao grande número de brasileiros que passou a utilizar o transporte aéreo, devido à facilidade de acesso e a mudanças sociais nos últimos anos.

Tribunal de Contas
O ministro-chefe da Sac criticou ainda a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU), que tem barrado projetos em aeroportos sob a justificativa de gastos elevados. "Eu creio que os salários pagos aos engenheiros do Tribunal de Contas são maiores do que o salário que é obrigado a se pagar a empresas de projetos para engenheiros", disse.

E argumentou que toda uma geração foi criada com o objetivo de evitar gastos, já que o poder público não tinha dinheiro. Para ele, o cenário mudou, o poder público tem recursos, mas a capacidade de gastar é baixa. 
Fonte:DN
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