Movimento realiza protesto contra aborto

Pessoas de todas as idades e credos se reuniram para pedir mais atenção com a vida e ler nota de repúdio
O Movimento em favor da Vida (Movida) se reuniu, durante a manhã de ontem, num ato de repúdio ao posicionamento do Conselho federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina (Cremec), que foram favoráveis à defesa do direito da mulher abortar. A decisão a favor do aborto foi compartilhada pelos 27 conselhos regionais de Medicina, o que representa 400 mil médicos brasileiros. Ato ocorreu em frente ao Cremec.

Manifestantes se reuniram em frente ao Conselho Regional de Medicina para cobrar a mudança de posicionamento em relação ao aborto FOTO: KLEBER ALVES

A posição do Conselho Federal de Medicina (CFM), a favor da interrupção da gravidez até o terceiro mês por vontade da gestante e nos casos de estupro, anencefalia (fetos sem cérebro) e risco de morte, repercutiu em entidades e grupos que apoiam a vida, em Fortaleza.

Tal posicionamento levou cerca de 50 pessoas de todas as profissões e credos a se reunirem, com a intenção de cobrar que a entidade reveja sua postura diante assunto, e ler uma nota de repúdio escrita pela presidente do Movimento Brasil sem Aborto, Lenise Garcia. No texto, Lenise se mostra contra a justificativa do aborto com base em uma pretensa autonomia da mulher. Se assim for, na opinião da presidente, desconsidera-se o direito à vida, o primeiro de todos os direitos. Ainda na nota de repúdio, Lenise afirma que a verdadeira solução do problema do aborto está na prevenção, no trabalho educativo para que se evite gravidez indesejada, no apoio à mulher que se encontra em situações difíceis e na vigilância de clínicas clandestinas.

Minoria

Para Marcel Pinheiro, publicitário e um dos líderes do Movida na Capital, a decisão do CFM e do Cremec não manifesta a opinião da maioria da população e, sobretudo, dos médicos. "Nem os cidadãos nem os médicos foram consultados a respeito. Foi algo estabelecido por uma decisão política", explica.

Pinheiro esclarece que os movimentos em favor da vida não discordam da autonomia da mulher sobre o próprio corpo, mas acredita que a criança, a partir do momento em que começa a ser formada, já tem uma vida e um corpo pronto para ser desenvolvido, por isso, deve viver.

Ele afirma, também, que o Cremec, embora tenha se posicionado a favor do aborto nos últimos dias, irá, em duas semanas, realizar uma reunião para debater a posição oficial do conselho a respeito do assunto. "Isso mostra que já temos um avanço sobre o entendimento de que a vida é mais importante do que tudo", destaca.

O presidente do Cremec, Ivan de Moura Fé, estava viajando. Já o vice-presidente, Lúcio Flávio Gonzaga, estava em reunião e não falou com a imprensa.

LÍVIA LOPESREPÓRTER
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